sábado, 21 de junho de 2008

Melhor museu do que indenizações, diz chanceler italiano

BERLIM, 19 JUN (ANSA) - Uma saída para a disputa sobre as indenizações para os italianos obrigados a trabalhos forçados, durante o regime nazista, na Alemanha, seria, por exemplo, a construção de um monumento ou um museu da memória, solução apresentada pelo chanceler italiano, Franco Frattini, em entrevista para o jornal alemão Sueddeutsche Zeitung, que será publicada na edição de amanhã.

"Não quero colocar Berlim em dificuldade, e sim ajudar a resolver um problema que não diz respeito apenas ao governo da Alemanha", disse Frattini, segundo o que antecipou hoje o jornal de Munique.

Segundo o chanceler italiano, as pessoas que foram obrigadas a trabalhos forçados não encontrariam grande vantagem em uma indenização de alguns milhares de euros. Um memorial ou um museu poderiam, por outro lado, ser a solução, segundo Frattini, e um grupo bilateral de especialistas poderia estudar algumas propostas.

"Eu considero perigosos estes veredictos", afirma Frattini na entrevista, sobre as decisões apresentadas no início do mês pelos tribunais italianos, e que afirma que a Alemanha não pode recorrer ao princípio de imunidade de Estado para se eximir dos pedidos de indenizações nos processos abertos por italianos obrigados a trabalhos forçados na Alemanha nos anos entre 1943 e 1945.

"Se os tribunais devem decidir caso por caso sobre o reconhecimento ou não da imunidade do Estado, o princípio de imunidade estatal se torna imprevisível. O mundo, pelo contrário, precisa da certeza do direito, se queremos evitar que tudo se torne imprevisível". Frattini, na entrevista, afirma poder imaginar que Itália e Alemanha peçam juntas ao tribunal de Haia um parecer esclarecedor sobre a questão da imunidade de Estado.

Fonte: ANSA(19.06.2008)
http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/rubriche/mundo/20080619134734676414.html

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