sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Os primeiros gaseamentos em Auschwitz

Tradução: Marcelo Oliveira

*agradecimentos a Roberto Muehlenkamp por fornecer a fonte.

Uma descrição detalhada das primeiras matanças em massa por gaseamento em Auschwitz está contida na autobiografia de Rudolf Hoess, que a seguir será citado através da tradução de Constantine FitzGibbon publicada por Phoenix Press, Londres.

Höss escreveu:

"[…]Antes que o extermínio em massa de judeus começasse, os "politruks" russos e comissários políticos foram liquidados em quase todos os campos de concentração durante 1941 e 1942.

De acordo com uma ordem secreta emitida por Hitler, estes "politruks" russos e comissários políticos eram separados em todos os campos de prisioneiros de guerra por destacamentos especiais da Gestapo. Quando identificados, eles eram transferidos para o campo de concentração mais próximo para liquidação. Fez-se saber que estas medidas foram tomadas porque os russos estavam matando todos os soldados alemães que eram membros do partido ou pertenciam a seções especiais do NSDAP, especialmente membros das SS, e também porque os oficiais políticos do Exército Vermelho haviam sido ordenados, se fossem feitos prisioneiros, a criar todo tipo de perturbação nos campos de prisioneiros de guerra e em seus lugares de emprego e para executar sabotagens onde fosse possível. Os oficiais políticos do Exército Vermelho assim identificados eram trazidos para Auschwitz para liquidação. Os primeiros e menores transportes deles eram executados por pelotões de fuzilamento.

Enquanto eu estava longe do trabalho, meu assistente, Fritsch, o comandante do campo de custódia de proteção, primeiro tentou gaseamentos para essas matanças. Era um preparado de ácido prússico, chamado Zyklon-B, que era usado no campo como um inseticida e do qual sempre havia um estoque à mão. No meu retorno, Fritsch relatou isso para mim, e o gás foi usado no próximo transporte.

Os gaseamentos foram executados nas celas de detenção do Bloco 11.

Protegidos por uma máscara de gás, eu assisti as matanças eu mesmo. Nas celas superlotadas a morte vinha instantaneamente no momento em que o Zyklon-B era despejado. Um grito curto, quase abafado, e estava tudo acabado. Durante a primeira experiência para gasear pessoas, eu não percebi plenamenteo que estava acontecendo, talvez porque eu estivesse muito impressionado pelo processo todo. Eu tenho uma
recordação mais clara do gaseamento de 900 russos que ocorreu pouco depois no crematório velho, visto que o uso do Bloco 11 para este propósito causou muito transtorno. Enquanto o transporte era desembarcado, buracos eram abertos no solo e no teto de concreto da câmara mortuária. Os russos receberam ordens para se despirem na ante-sala; eles então entraram silenciosamente na câmara mortuária, porque a eles foi dito que eles seriam desinfestados dos piolhos. O transporte todo preencheu a câmara mortuária exatamente em sua capacidade. As portas foram então seladas e o gás despejado através dos buracos no teto. Eu não sei quanto tempo durou essa matança. Por um pouco de tempo um murmúrio podia ser ouvido. Quando o pó foi despejado, havia gritos de "Gás!", então um grande grito, e os prisioneiros encurralados avançavam contra ambas as portas. Mas as portas agüentaram.

Elas foram abertas várias horas depois, de forma que o lugar pudesse ser ventilado. Foi quando eu vi, pela primeira vez. uma massa de corpos gaseados. Fez-me sentir desconfortável e eu tremi, embora eu tivesse imaginado que a morte por gaseamento seria pior do que foi. Eu já tinha pensado que as vítimas experimentariam uma terrível sensação de choque. Mas os corpos, sem exceção, não mostraram sinais de convulsão. Os médicos me explicaram que o ácido prússico tinha um efeito paralizante sobre os pulmões, mas sua ação era tão rápida e forte que a morte vinha antes das convulsões, e nisto, seus efeitos diferiam daqueles produzidos por monóxido de carbono ou por deficiência geral de oxigênio.

O extermínio de prisioneiros de guerra russos não causou-me muita preocupação naquela época. A ordem havia sido dada, e eu tinha que executá-la. Eu poderia até admitir que este gaseamento tranqüilizou minha mente, porque o extermínio de judeus ia começar logo e naquele tempo nem Eichmann nem eu estávamos certos de como esses extermínios em massa iriam ser executados. Seria por gás, mas nós não sabíamos que gás ou como ele tinha que ser usado. Agora nós tínhamos o gás, e nós tínhamos estabelecido um processo. Eu sempre tremi diante da possibilidade de executar extermínios por fuzilamento, quando eu pensava nos vastos números em jogo, e nas mulheres e nas crianças. O fuzilamento de reféns, e as execuções de grupos ordenadas pelo Reichsführer SS [Himmler] ou pelo Escritório Central de Segurança do Reich (RSHA) tinham sido suficientes para mim. Eu estava portanto aliviado ao pensar que nós iríamos ser poupados de todos aqueles banhos de sangue, e que as vítimas também iriam ser poupadas do sofrimento até que seu último momento chegasse. Foi precisamente isso que me causou a maior preocupação quando eu havia ouvido a descrição de Eichmann sobre judeus sendo metralhados pelos esquadrões especiais
armados com metralhadoras e pistolas automáticas. Dizem que muitas cenas horríveis aconteceram, pessoas correndo depois de terem sido baleadas, a liquidação dos feridos e particularmente das mulheres e crianças. Muitos membros dos Einsatzkommandos, incapazes de suportar caminhar sobre o sangue por mais um segundo, haviam se suicidado.

Alguns até mesmo enlouqueceram. A maioria dos membros desses Kommandos tiveram que apelar ao álcool ao executar seu horrível trabalho. De acordo com a descrição de Höfle, os homens empregados nos centros de extermínio de Globocnik consumiam quantidades incríveis de álcool.[…]"

Fonte da tradução: Lista Holocausto-doc
http://br.dir.groups.yahoo.com/group/Holocausto-Doc/message/1352

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sobreviventes e veteranos recordam libertação de Auschwitz




Sobreviventes de Auschwitz, veteranos do exército soviético e dirigentes políticos como o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu participam nesta quarta-feira da comemoração da libertação deste campo de concentração e extermínio nazista há 65 anos.


Mais de 1,1 milhão de homens, mulheres e crianças, entre os quais um milhão de judeus em toda a Europa, morreram no campo de Auschwitz, instalado em 1940 na Polônia ocupada e libertado em 27 de janeiro de 1945 pelo exército soviético.

O dia de hoje foi designado o Dia Internacional de Comemoração das Vítimas do Holocausto pelas Nações Unidas em 2005.


Mensagem de Obama


O presidente Barack Obama pediu resistência frente ao antissemitismo e a ignorância em uma mensagem divulgada nesta quarta-feira em Cracóvia, sul da Polônia, durante as celebrações pelo 65º aniversário da libertação do campo de extermíniio nazista de Auschwitz.


"As atuais gerações devem resistir frente ao antissemitismo e a ignorância sob todas as suas formas e se negar a ser testemunha do mal cada vez que este mostrar seu rosto ignominioso, onde quer que seja", afirma o presidente.


"Temos o dever sagrado de recordar a crueldade que imperou neste lugar", afirma em sua mensagem de vídeo exibida ante 700 participantes em uma conferência organizada pelo Congresso Judeu antes das cerimônias pelo aniversário da libertação do campo.


Discurso no Parlamento de Berlim


O presidente de Israel, Shimon Peres, pediu nesta quarta-feira que todos os que participaram no Holocausto sejam processados, em um vibrante discurso em hebreu ante o Parlamento de Berlim, no qual mencionou seu avo queimado vivo pelos nazistas junto com toda a comunidade judia em sua aldeia numa sinagoga na atual Bielorrússia.
"Os sobreviventes do Holocausto desapareceram progressivamente do mundo dos vivos e, ao mesmo tempo, homens e mulheres que participaram na pior das açoes sobre a Terra - o genocídio - continuam vivendo na Alemanha e na Europa, assim como em outras partes do mundo. Eu lhes peço, por favor, que façam todo o possivel para levá-los ante a justiça", afirmou ao lado de seu colega alemão Horst Köhler e da chanceler Angela Merkel, durante a comemoração pelo 65º aniversário da libertação do campo de extermínio nazista de Auschwitz.

Papa denuncia crueldade

Também nesta quarta, papa Bento 16 denunciou a crueldade inacreditável dos campos de extermínio da Alemanha nazista em seu discurso durante a audiência-geral desta quarta-feira.
"A libertação de Auschwitz e os testemunhos dos sobreviventes revelaram o horror dos crimes de uma crueldade inaudita cometidos nos campos de extermínio criados pela Alemanha nazista", declarou o papa dirigindo-se aos peregrinos alemães presentes. Falando em seu idioma materno, o Papa afirmou que "o horror nazista recorda o respeito pela vida".

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Agência Judaica revela aumento de anti-semitismo em 2009

Jerusalém, 24 jan (EFE).- Um relatório da Agência Judaica indica que 2009 foi o ano em que mais foram registrados ataques anti-semitas desde a Segunda Guerra Mundial, e metade dos países da Europa Ocidental pensam que os judeus são "praticam extorsões".

No documento, elaborado pela Universidade de Bielefeld na Alemanha a pedido da Agência Judaica e do Ministério de Assuntos da Diáspora, 42% dos entrevistados consideram que "os judeus exploram (as perseguições) do passado para extorquir dinheiro".

Esse percentual chega a 75% na Espanha e na Polônia. Nesses países, conforme o relatório, o preconceito contra os judeus é maior.

O presidente da Agência Judaica, Natan Sharansky, apresentou o documento hoje em entrevista coletiva na véspera do Dia Internacional da Luta contra o anti-semitismo e o Dia da Lembrança do Holocausto na Europa em 27 de janeiro.

A pesquisa revela que em 2009 ocorreram mais atos anti-semitas que em qualquer outro ano posterior à Segunda Guerra Mundial (1939-1945), na qual os nazistas exterminaram 6 milhões de judeus.

Nos primeiros três meses de 2009 - os que seguiram à ofensiva israelense "Chumbo Fundido" em Gaza - ocorreram tantos incidentes antissemitas como os registrados em todo o ano 2008.

Neste domingo, os resultados do estudo foram analisados no Fórum da Luta contra o antissemitismo do Governo israelense, que acompanha os fenômenos antissemitas no mundo por meio de organismos como a Agência Judaica e em colaboração com instituições e fundações de todo o mundo.

O documento aponta que na primeira metade do ano passado 631 incidentes ocorreram na França, contra os 474 no mesmo período de 2008.

Pelo menos duas mortes foram relacionadas com atos de anti-semitismo nos EUA em 2009, a de uma estudante universitária, em Connecticut, e outro de um guarda de segurança não judeu do Museu do Holocausto em Washington.

O aumento do anti-semitismo procede tanto da direita quanto esquerda, conforme o levantamento da Agência Judaica.

Na entrevista coletiva de divulgação do relatório os responsáveis advertiram sobre fenômenos como um vídeo que está circulando na internet nos últimos dias que acusa Israel de roubar órgãos em hospital de campanha montado por seu Exército no Haiti. EFE

Fonte: EFE
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1461183-6174,00-AGENCIA+JUDAICA+REVELA+AUMENTO+DE+ANTISEMITISMO+EM.html

O século XX segundo Oliver Stone

Mafalda Ganhão

"Hitler foi um bode expiatório fácil do qual se abusou ao longo da história." A afirmação é de Oliver Stone e vem a propósito do seu último trabalho, "The Secret History of America", um documentário com dez horas produzido para a televisão norte-americana.

Durante a apresentação desta sua nova mini-série, que visa reescrever a história do século XX, "sem as mentiras que sempre nos contaram", o realizador fez ainda declarações sobre outras figuras polémicas, como Stalin: "Não direi que foi um herói, mas há que julgá-lo pelos seus feitos. Combateu a máquina militar alemã com mais decisão do que ninguém".

A seu lado, Peter Kuznick, o professor de História que está a assessorar Oliver Stone, procurou suavizar as suas palavras. "Não queremos dar uma imagem mais positiva de Hitler. Apenas queremos descrevê-lo como um fenómeno histórico", disse.Seja como for, a polêmica - tão habitual na carreira de Stone - parece estar lançada, sobretudo atendendo ao facto deste documentário pretender também demonstrar que as corporações norte-americanas financiaram o partido nazi alemão.Nada de novo. Stone confessou estar à espera de uma recepção negativa ao seu trabalho, especialmente por parte da ala americana mais conservadora. Quanto a "The Secret History of America", a série estreará este ano e deve ser exibido no canal pago Showtime.

Fonte: Expresso(Portugal)
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/557138

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

S.O.S HAITI, doações

Repetindo o tópico da comunidade Segunda Guerra Mundial(site Orkut), pra quem quiser colaborar fazendo doações sem correr o risco de enviar dinheiro pra alguma "conta pirata", segue abaixo uma lista de contas que estão recebendo doações pras vítimas do terremoto no Haiti, caso alguém queira fazê-las.

Conta da Embaixada do Haiti no Brasil

Nome: Embaixada da República do Haiti
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
CC: 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71


Conta do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV)

Nome: Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC
Agência: 1276
CC: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51


Conta do Movimento Viva Rio pro Haiti

Nome: Movimento Viva Rio
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1769-8
CC: 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28


Care Internacional Brasil

Banco: ABN Amro Real
Agência: 0373
Conta corrente: 5756365-0
CNPJ: 04180646/0001-59


Site: Care Brasil

Informações sobre cidadãos brasileiros no Haiti podem ser obtidas no Núcleo de Assistência a Brasileiros do Itamaraty, nos telefones abaixo(o DDD 61 é de Brasília, Distrito Federal):

(61) 3411-8803
(61) 3411-8805
(61) 3411-8808
(61) 3411-8817
(61) 3411-9718
(61) 8197-2284


Fora do Brasil, ONG haitiana recebe doações pra ajuda as vítimas do terremeto através do site
Yelé Haiti
http://www.yele.org/

Clique em "Donate", escolha o valor da doação e forneça os dados do seu cartão de crédito.

Caso interesse a alguém, comunidade no Orkut da Missão Brasileira no Haiti.

Os números de contas pra doações e telefones foram retirados desta página do site G1
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1445754-5602,00-VEJA+COMO+AJUDAR+AS+VITIMAS+DO+TERREMOTO+NO+HAITI.html

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Morre austríaca que salvou diários de Anne Frank

Morre austríaca que salvou diários de Anne Frank

Miep Gies
"Só fiz o que achava necessário", costumava dizer Miep Gies quando indagada sobre a ajuda que prestou à família Frank em Amsterdã, durante o nazismo. Salvadora dos diários de Anne Frank morre aos 100 anos.

A mulher que salvou o famoso diário de Anne Frank quando jovem faleceu aos 100 anos. Miep Gies, austríaca residente há tempos na Holanda, morreu na noite de segunda-feira (11/01) em Hoorn, no norte do país. A Fundação Anne Frank, em Amsterdã, recebeu cartas de condolência do mundo inteiro. Até o fim da vida, Gies – nascida em 1909 em Viena – mantinha correspondência com quem lhe escrevesse para perguntar sobre sua relação com Anne Frank.

Correndo risco de vida, Miep Gies, sua irmã e seus pais ajudaram inúmeros judeus fugidos da Alemanha para a Holanda durante o nazismo. Sua corajosa atuação na Amsterdã sob ocupação alemã começou em julho de 1942. Gies trabalhava como secretária do pai de Anne, Otto Frank, dono de uma loja de produtos alimentícios.

"Quando ele perguntou se ela podia ajudá-lo e à sua família, ela não hesitou um instante", confirma a Fundação Anne Frank. Gies costumava dizer que não se sentia nenhuma heroína: "Nunca quis estar no centro das atenções. Só fiz o que achava necessário".

Após as oito pessoas escondidas terem sido denunciadas e presas no dia 4 de agosto de 1944, Gies entrou mais uma vez no esconderijo no fundo da casa e salvou os diários de Anne da Gestapo. Anne Frank morreu de tifo no campo de concentração de Bergen-Belsen, antes de completar 16 anos. Isso foi no início de março de 1945, ou seja, poucas semanas antes de terminar a Segunda Guerra.

Após a guerra, Gies entregou os diários de Anne ao pai, único sobrevivente da família Frank. Em 1947, ele publicou os diários da filha, que vieram a se tornar um dos livros mais lidos do mundo, traduzido para mais de 60 línguas.

SL/dpa/afp
Revisão: Rodrigo Rimon

Fonte: Deutsche Welle(Alemanha, 12.01.2010)
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5118053,00.html

Ler mais:
iInformação(Portugal); EFE; Jornal Digital; BBC Brasil/Último Segundo

domingo, 10 de janeiro de 2010

Ex-líder neonazista admite envolvimento no roubo da placa de Auschwitz

ESTOCOLMO — Um ex-dirigente neonazista de nacionalidade sueca, suspeito de ter participado no roubo do letreiro em alemão "O trabalho nos torna livre" do ex-campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, admitiu nesta sexta-feira seu envolvimento nos fatos.

Anders Hogstrom, 34 anos e fundador e diretor de 1994 a 1999 da Frente Nacional-Socialista, principal partido neonazista sueco, admitiu que foi convidado a atuar como intermediário para vender o letreiro "Arbeit macht frei", roubado em 18 de dezembro passado, mas que, por fim, alertou a polícia polonesa sobre o roubo.

"'Me disseram que havia uma pessoa disposta a pagar vários milhões de coroas suecas pelo letreiro", contou ao tabloide Aftonbladet.

Segundo ele, foi graças a um alerta seu que a polícia conseguiu recuperar a inscrição, que foi encontrada alguns dias mais tarde, partida em três pedaços. Cinco poloneses foram detidos por envolvimento no roubo.

"Estou orgulho por ter revelado à polícia e acabado com essa história", acrescentou.

Indagada pela AFP, uma porta-voz da polícia de Cracóvia desmentiu esta versão.

"A ligação telefônica da Suécia aconteceu quando já estávamos prendendo os ladrões", segundo a porta-voz.

No final de 1999, Anders Hogstrom se distanciou do nazismo, convertendo-se num arrependido modelo, indicou tabloide sueco.

Os cinco detidos, que têm idades que variam de 20 a 40 anos, podem pegar penas de até dez anos de prisão.

A histórica inscrição será restituída ao Museu de Auschwitz tão logo seja possível e antes do 65º aniversário da libertação do campo pelo Exército soviético em 27 de janeiro de 1945.

A placa com a frase em alemão simboliza, para a maioria, o cinismo sem limites da Alemanha nazista.

O slogan popularizado pelo pastor alemão Lorenz Diefenbach, morto em 1886, em seu livro "Arbeit Macht Frei", foi retomado pelos nazistas em 1930.

No início, os nazistas o utilizavam com fins de propaganda na luta contra o elevado desemprego na Alemanha, mas, anos mais tarde, se converteu num slogan dos campos de trabalho e extermínio alemães.

A ideia de utilizar a frase nos campos é atribuída ao SS Theodor Eicke, um dos chefes da concepção e organização das redes de campos nazistas.

"Arbeit macht frei" figurava na entrada dos campos de Dachau, Gross-Rosen, Sachsenhausen, Theresienstadt, Flossenburg e Auschwitz, o maior de todos os campos de extermínio.

Fabricada em julho de 1940 por um prisioneiro polonês, o ferreiro Jan Liwacz, a inscrição de Auschwitz é de aço, mede cinco metros e tem uma particularidade: a letra B da palavra Arbeit está invertida.

Segundo uma interpretação perpetuada pelos sobreviventes, o B invertido simbolizava insubmissão e a resistência à opressão nazista, explicou Sawicki.

Quando, em 27 de janeiro de 1945, o Exército soviético libertou Auschwitz, a inscrição foi desmontada e ia ser levada para o Leste de trem.

No entanto, Eugeniusz Nosal, um prisioneiro polonês recém-libertado, subornou um guarda soviético com uma garrafa de vodca para recuperá-la.

Escondida durante dois anos na prefeitura de Oswiecim (nome polonês do campo de Auschwitz), a inscrição voltou a seu lugar original em 1947, quando o campo de extermínio virou museu e memorial.

Entre 1940 e 1945, o regime nazista alemão exterminou 1,1 milhão de pessoas em Auschwitz-Birkenau.

Fonte: AFP
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jCySYsJaG4mbq01xrLpLfiT0BKpQ

Morre na prisão atirador que matou 1 em museu nos EUA

Washington, 6 jan (EFE).- James W. Brunn, o supremacista branco de 89 anos que em junho de 2009 faz vários disparos no Museu do Holocausto de Washington, matando um segurança negro, morreu nesta quarta-feira na prisão, informou seu advogado ao jornal "The Washington Post".

A morte aconteceu no hospital do presídio de Butner, na Carolina do Norte. Brunn, um veterano da Segunda Guerra Mundial, estava internado por causa de problemas cardíacos e devido a uma infecção generalizada. O advogado do detento, A.J. Kramer, limitou-se a dizer que este foi um "fim triste para uma situação trágica".

O supremacista, que devido à idade avançada não tinha uma saúde muito boa, foi formalmente acusado da morte do segurança Stephen Tyrone Johns, que estava de serviço em 10 de junho de 2009, dia do tiroteio no Museu do Holocausto de Washington.

Brunn, que já tinha passado seis anos preso por tentar seqüestrar agentes federais no anos 1980, era conhecido por vários grupos de defesa dos direitos civis, que após o incidente no museu passaram a chamá-lo de "neonazista".

Em um site, o atirador se definia como um ex-marine que trabalhou durante 20 anos como publicitário e produtor de cinema em Nova York, até virar um "artista e autor" residente na costa de Maryland (leste).

Fonte: Agencia EFE
http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5hH7zXHMcaZ9sGRUvdIB0FWCeF8aA

Ler mais:
Morreu na prisão atirador do Museu do Holocausto de Washington; AFP

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Morre aos 98 anos ativista antinazista Freya Von Moltke



Washington - A alemã Freya von Moltke, reconhecida ativista antinazista durante a Segunda Guerra Mundial, morreu na sexta-feira passada, aos 98 anos, nos Estados Unidos, onde vivia desde os anos 60, informou nesta segunda-feira a imprensa local. Helmuth von Moltke, filho de Freya, disse ao jornal "Lebanon Valley News" que sua mãe morreu após não resistir a uma infecção viral. Seu velório está marcado para a próxima sexta-feira em uma igreja de Norwich, no estado de Vermont.


O primeiro marido da ativista, Helmuth James Graf von Moltke, foi um dos fundadores do grupo de resistência Círculo de Kreisau e morreu nas mãos dos nazistas em 1945, acusado de traição por seu trabalho em prol das vítimas do regime.O casal, formado por dois advogados, se destacou pela liderança e militância no grupo de resistência, que chegou a incluir líderes religiosos, economistas e diplomatas.Freya von Moltke, nascida na Alemanha em uma família de banqueiros, organizou reuniões para discutir o futuro do país após a queda do regime de Adolf Hitler.A ativista se mudou com os dois filhos para a Polônia e posteriormente à África do Sul, onde passou a contar a luta da resistência em diversas conversas e relatos escritos.Ela foi para Norwich em 1960, onde viveu com Eugen Rosenstock-Huessy, um acadêmico da universidade Dartmouth que, como muitos nessa época, escapou da Alemanha após a ascensão dos nazistas.Rosenstock-Huessy morreu em 1973, mas Von Moltke continuou promovendo os feitos dele e de seu marido.O antigo lar dos Von Moltke é agora um centro de serviços para jovens e para a promoção da integração europeia.
Fonte: Último Segundo (IG)

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