sexta-feira, 30 de abril de 2010

IV Encontro Nacional de Pesquisadores do Integralismo e o III Simpósio do Laboratório de História Política e Social – LAHPS/UFJF

Apresentação
O Programa de Pós-Graduação em História da UFJF, com o propósito de promover uma discussão em torno do pensamento e da prática autoritária no Brasil, vai sediar um evento que reunirá ao mesmo tempo o IV Encontro Nacional de Pesquisadores do Integralismo e o III Simpósio do Laboratório de História Política e Social – LAHPS/UFJF, a realizar-se nos dias 10 a 13 de maio de 2010, na Universidade Federal de Juiz de Fora.
O tema central do evento será: “Ideias e Experiências Autoritárias no Brasil Contemporâneo”. O evento que conta com apoio da Universidade Federal de Juiz de Fora e do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora está sendo promovido pelo Programa de Pós-Graduação em História da UFJF é organizado através da parceria entre dois grupos de pesquisadores: o GEINT (Grupo de Estudos do Integralismo) e o LAHPS (Laboratório de História Política e Social).

O objetivo é promover o encontro entre pesquisadores de História e áreas afins que possuam pesquisas em comum acerca do pensamento e das experiências autoritárias brasileiras, com o propósito de abrir espaço para a divulgação de resultados de pesquisa, para o intercâmbio acadêmico e para a disseminação do conhecimento histórico.

Fonte: Site da UFJF
Informação de Odilon Neto

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Arquivo recupera memória da música banida pelos nazistas

Centro da Arte Proscrita, em Schwerin, recupera memória da música banida pelos nazistas. O arquivo reúne partituras e manuscritos de compositores que se exilaram ou acabaram morrendo nos campos de concentração.

(Foto)Por trás de cada nota, uma biografia

Não apenas os artistas plásticos, mas também muitos músicos foram alvo de perseguição do regime nazista entre 1933 e 1945. Vários compositores e intérpretes, que até então haviam influenciado a vida musical do país, receberam ordens que os proibia de se apresentar em público e até mesmo de exercer a profissão.

A fim de recuperar a memória desses músicos, cujas obras acabaram sendo esquecidas, o Conservatório Musical da cidade de Schwerin, no Leste alemão, criou o Arquivo da Arte Proscrita, que reúne partituras e manuscritos de compositores e intérpretes perseguidos durante o regime nazista.

Um dos nomes presentes no arquivo é o do compositor italiano de origem judaica Aldo Finzi, considerado até a ascensão do nazismo um dos nomes mais promissores de sua época. Finzi morreu de infarto em 1945, deixando composições até hoje praticamente desconhecidas do público.

"Um artista como Finzi, hoje praticamene desconhecido, teve várias de suas obras interpretadas em concertos realizados em Schwerin, o que só foi possível graças à colaboração de seu filho, Bruno Finzi", diz o pianista Volker Ahmels.

Centenas de obras

Ao lado do musicólogo Birger Petersen e do copositor francês Philippe Olivier, Ahmels dirige o Centro da Arte Proscrita, sediado no Conservatório de Música de Schwerin. "O leque de gêneros do arquivo é enorme, indo do jazz à chanson e à opereta", diz ele.

Até hoje, conta o pianista, não se sabe ao certo quantos músicos tiveram seus destinos modificados pelas arbritrariedades do nazismo. Muito material acabou se perdendo, mas 400 obras de 50 compositores foram compiladas pelo arquivo.

Difícil definição

Há muitas obras de vanguarda que hoje seriam enquadradas no que se chama de Música Nova, mas há também aqueles que se aproximavam do Romantismo. De forma que não se pode definir a música proscrita, pois ela é muito diversa", explica Jennü Swensson, especialista sueca que participa do projeto.

A busca de antigos registros é um trabalho árduo, diz Swensson, pois muitos desses compositores não deixaram registros escritos, quanto menos peças gravadas. Isso faz com que as principais fontes de pesquisa sejam os descendentes dos músicos e sobreviventes da época.

Poucos sobreviventes

Para os pesquisadores, qualquer informação mínima pode se tornar valiosa. O projeto, acrescenta a pesquisadora, deixa claro como o regime nazista fez com que uma enorme herança musical simplesmente desaparecesse.

O arquivo de Schwerin reúne não apenas informações relacionadas aos compositores, mas também de intérpretes que foram perseguidos pelo regime nazista. Uma delas é Edith Kraus, nascida em 1913 e uma das poucas sobreviventes ainda vivas. No início do século 20, Kraus, que foi aluna de Arthur Schnabel, era considerada um verdadeiro gênio musical.

Participação dos jovens

Para o especialista Ahmehls, uma das funções mais importantes do arquivo e do projeto de reconstrução da memória musical é o envolvimento dos jovens.

"Não necessariamente daqueles que já têm alguma ligação com a música. Fazer com que os jovens se ocupem da vida e obra desses compositores já é fantástico. Há dois anos, tivemos excelentes resultados ao trabalharmos a história de Izzi Fuhrmann, um violinista que estava totalmente esquecido. Sua vida foi reconstruída de forma tão interessante, que resultou numa exposição, levada até mesmo a Los Angeles", conta o pianista, lembrando que, para os envolvidos no projeto de reconstrução da memória musical, por detrás de cada nota se esconde uma biografia e atrás de cada harmonia está uma história a ser descoberta.

Christoph Richter (sv)

Fonte: Deutsche Welle(Alemanha, 29.02.2008)
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,3158653,00.html

terça-feira, 27 de abril de 2010

Livro alerta sobre a difusão do negacionismo do Holocausto

José Antônio Rosa - Cruzeiro On Line
Notícia publicada na edição de 18/04/2010 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 1 do caderno B - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

(Foto)Créditos: Bruno Cecim
Carlos Gustavo Nóbrega de Jesus: teorias que tentam relativizar o holocausto dos judeus

Há dez anos, quando lecionava na rede particular, o sorocabano Carlos Gustavo Nóbrega de Jesus, hoje com 33, encomendou aos alunos um trabalho sobre o holocausto e seus desdobramentos. A ideia era fazer com que os jovens, pesquisando, refletissem sobre um dos mais marcantes fatos da história do século passado. Tão logo começou a receber o material produzido pelos estudantes, o professor foi tomado de surpresa: praticamente todos os textos tomavam por base levantamento feito na internet, mais precisamente postagens de um site mantido pela Editora Revisão.

A empresa, localizada em Porto Alegre, pertence a Siegrfied Ellwanger, um descendente de imigrantes alemães que adotou o pseudônimo de E. Castan. Reproduzir, a partir de comandos (o tão falado “control c” e “control v”), informações que circulam pela rede mundial de computadores não constitui novidade, mesmo sendo uma prática reprovável do ponto de vista ético e acadêmico. O que assustou Carlos Gustavo foi saber que Castan é um dos mais ativos propagadores da teoria negacionista, segundo a qual, o massacre de judeus, durante a Segunda Guerra, não teria ocorrido.

Pior, ele conta, foi constatar que os adolescentes identificaram-se com os conceitos. Muitos deles chegaram a acreditar que os crimes não foram cometidos, que as torturas aplicadas tinham fundamento. Algumas discussões em sala de aula revelaram que parte da classe dava como certa a informação de que os milhões de prisioneiros mantidos em campos de concentração morreram vítimas de um surto de tifo. Que as câmaras de gás seriam lugares onde submetiam-se ao processo de desinfecção.

A experiência fez com que o sorocabano decidisse aprofundar os estudos e escolhesse o assunto como tema da tese da pós-graduação em História que cursou na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Assis. O resultado da investida, intitulada “Anti-semitismo e nacionalismo; negacionismo e memória”, ganhou a forma de livro. No trabalho, Carlos Gustavo discute a expansão da corrente de pensamento no Brasil a partir, principalmente, da atuação de E. Castan e sua editora. No percurso que fez para estudar o fenômeno, o professor usou muito do senso investigativo e chegou a viajar até Porto Alegre onde avistou-se com o próprio Ellwanger.

Na entrevista, ele reafirmou suas convicções e contou jamais ter testemunhado qualquer episódio relacionado àquilo que prega. Ou seja: tudo o que a editora Revisão (que ele criou) divulga apóia-se em relatos e documentos que lhe foram entregues por familiares, estes, sim, vinculados ao regime nazista. Castan mantém na casa onde mora uma gráfica onde são rodados os livros de sua autoria. Todos, rigorosamente, versam sobre o negacionismo e servem de cartilha para aqueles que, conforme Carlos Gustavo, endossam a cultura da intolerância. Com o advento da internet, a Revisão passou a propagar suas mensagens de forma mais ampla.

Por conta disso, passou, também, a ser mais visada. Há alguns anos, o Ministério Público ingressou com ação para enquadrar Castan como autor do crime de racismo. O embate jurídico chegou ao Supremo Tribunal Federal e suscitou outra questão: até que ponto o direito de se expressar, assegurado pela Constituição, pode ser exercido com liberdade? Em sua defesa, o responsável pelas mensagens de fundo anti-semita alegou que nada mais fez do que externar sua opinião. Carlos Gustavo teve acesso à papelada. Leu pilhas de documentos e páginas do processo que, ao final, impôs ao acusado a pena de prisão de três anos. Ele, no entanto, cumpriu a pena em liberdade, por conta da idade avançada.

Castan chegou, mais, a ter livros apreendidos em feiras das quais participou, entre elas a Bienal do Rio de Janeiro. Lá, por iniciativa da Federação Israelita do Estado, não pôde participar do evento. Um dos precursores do negacionismo no Brasil, Castan, mais recentemente, recorreu a estratégias para escapar do monitoramento de suas atividades. Uma delas consiste em retirar do site que hospeda na internet textos de conteúdo ofensivo. Carlos Gustavo reproduziu no livro algumas das páginas para comprovar a prática.

Numa delas, datada de maio de 2000, o autor faz um alerta às autoridades brasileiras para o “intento sionista” e condena programas de educação desenvolvidos em escolas sobre educação judaica e “holocausto”. Chama a isso de “intenção de manter, por mais cinquenta anos, a terrível Mentira do Século”.

Pesquisador acompanha grupo de skinheads

Para entender a motivação da corrente que insiste em negar as atrocidades praticadas contra o povo judeu, Carlos Gustavo saiu a campo. O foco do trabalho é o jovem e, com esse propósito, ele conseguiu acompanhar um grupo de skinheads da região metropolitana de São Paulo numa de suas noitadas. “Vi coisas estarrecedoras. Eles saem sem rumo e, do nada, agridem moradores de ruas, gente indefesa. Se o alvo pertencer ao que chamam de raça inferior, usam da violência simplesmente em nome da intolerância.”

É essa a reação que os teóricos do negacionismo esperam. Carlos Gustavo conta que, considerados gurus, eles trabalham para que mais seguidores alimentem a crença na existência de uma raça pura e em outros ideais. O perigo, adverte Carlos Gustavo, marca presença fora do país, a partir da extrema-direita. Na Áustria, o governo se alinha à doutrina negacionista, mesma orientação do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

No Brasil, a cultura da intolerância ganha força de acordo com o estudioso. Embora não exista uma mapeamento estatístico, são muitos os registros de gangues de neo nazistas que se voltam não apenas contra judeus. “Negros, homossexuais e excluídos são também visados”, ele acrescenta. O combate ao negacionismo parte, conforme Carlos Gustavo, de uma urgente mudança de postura, sobretudo educacional: “É muito difícil lutar contra organizações que usam ferramentas poderosas, como a internet, para realizar seu intento”.

Mesmo assim, ele defende mecanismos de controle do uso de computador por jovens: “Os pais devem ficar atentos e acompanhar o que os filhos estão acessando na rede. Começar a mudar dentro de casa, pode ajudar”. O pesquisador sugere, mais, que os professores se municiem mais de conhecimento a respeito do assunto. “Infelizmente, a falta de preparo abre campo para que a geração de hoje não seja alertada como deveria sobre os riscos que corre.”

“Anti-semitismo e nacionalismo, negacionismo e memória” pode ser adquirido na Fundação Editora Unesp, pelo site www.editoraunesp.com.br, ao preço de R$ 30,00.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=42&id=285309

domingo, 25 de abril de 2010

Ellwanger recebe nova condenação


*por Helio Newmann Sant'Anna FIRS


Em decorrência de Siegfried Ellwanger ter editado, publicado e comercializado livros com conteúdo anti-semita foram promovidos dois processos crimes contra ele, ambos no âmbito da Justiça Estadual do Rio Grande do Sul, resultando em sua condenação, inclusive, já com trânsito em julgado das respectivas sentenças.

Em que pesem as decisões já terem transitado em julgado, Ellwanger, objetivando burlar a lei que define como crime o anti-semitismo praticado através publicações de qualquer natureza, passou a comercializar os livros por ele editados e publicados através da internet com site em países estrangeiros. Em razão deste fato, no ano de 2004, como procurador da Federação Israelita do RS, enviamos e-mail, para o Ministério Público Federal, protocolando notícia-crime, dando conta de que Ellwanger estava a comercializar os livros com conteúdo anti-semita, inclusive os já proibidos por decisão judicial.

No mesmo ano, o Ex-Ministro do STJ, Waldemar Zveiter, coincidentemente, protocolou na Procuradoria Geral da República, uma notícia-crime denunciando os mesmos fatos, sendo que em razão do domicílio de Ellwanger ser Porto Alegre, o Procurador Geral de Justiça declinou a competência para esta cidade, para que o pedido do Ex-Ministro Waldemar fosse aqui julgado.No dia 22 de novembro de 2007 o Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul ofereceu denúncia contra Ellwanger, fundamentando nos fatos noticiados nas duas notícias-crime, em processo que passou a tramitar pelo Juízo da 2ª Vara Federal Criminal de Porto Alegre.

Após Ellwanger ser interrogado no processo que lhe é movido, por solicitação do Ministério Público foram ouvidos em audiência os subscritores na notícia-crime, Helio Neumann Sant'Anna, em Porto Alegre e Waldemar Zveiter, no Rio de Janeiro.

Ao final da instrução do processo judicial e após a apresentação das alegações finais pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública em nome do acusado, o Juiz Dr. Ricardo Humberto Silva Borne, no mês de março do corrente ano, lançou longa e bem fundamentada sentença condenando Ellwanger a quatro anos e um mês de reclusão, além do pagamento de multa no equivalente 20 dias-multa pela prática reiterada do crime de antissemitismo, praticado através da internet.

A sentença ainda não é uma decisão definitiva pois depende de apreciação em segunda grau de Justiça.

Ellwanger poderá recorrer da sentença em liberdade, porém, tornada definitiva sua condenação, esta deverá ser cumprida em regime fechado.

Diz mais ainda o Juiz, que por Ellwanger ser reincidente e por representar a pena privativa de liberdade superior a 4 anos, não há como o réu beneficiar-se das disposições relativas ao sursis etário, mesmo estando debilitado em sua saúde.

O fato relevante desta sentença é que pela primeira vez, no âmbito da Justiça Brasileira, estamos assistindo a uma condenação pela prática do anti-semitismo através comercialização pela internet, de livros com conteúdo anti-semita.
Fonte: FIRS

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Parafernália do Ódio

O rastro de ódio e racismo difundido pela direita radical.

Grupos de extrema-direita retomam força nos EUA no governo Obama

Ideologias ultraconservadoras voltaram a ganhar terreno nos Estados Unidos após a eleição de Barack Obama como primeiro presidente negro do país, em um movimento que analistas identificam como uma reação raivosa de parte dos norte-americanos à crise econômica, às políticas liberais do domocrata e às alterações demográficas que afetam a região.

De acordo com um relatório recente da organização de defesa dos direitos humanos Southern Poverty Law Center (SPLC), as três grandes alas da direita radical (os chamados grupos de ódio, grupos nativistas extremistas e organizações patriotas) cresceram juntas mais do que 40% no último ano, atingindo a marca de 1.753 agrupações organizadas.

A primeira categoria, os chamados grupos de ódio, se refere às agremiações que proclamam de alguma maneira a inferioridade de um determinado grupo que eles enxergam como diferente. Os alvos mais frequentes dos grupos de ódio são os negros, os judeus, os homossexuais e os imigrantes; em geral, compartilham a crença na superioridade do homem branco protestante (veja tabela abaixo).

Segundo os dados do relatório do SPLC, o número de grupos de ódio cresceu 55% na última década, atingindo a marca de 932 organizações ativas, distribuídas por todo o território dos Estados Unidos, como mostra o mapa abaixo.

Mapa da distribuição atual dos grupos de ódio no território dos Estados Unidos
Os chamados "hate groups" são agremiações de extrema-direita com ideologias que combinam racismo, xenofobia e homofobia (mais detalhes na tabela que aparece ao final do texto). Passe o mouse para conhecer o número exato de grupos de ódio em cada Estado, segundo o SPLC

A segunda grande ala, os nativistas extremistas, contempla os grupos que vão além da discussão sobre políticas públicas e enfrentam abertamente os imigrantes, segundo a definição apresentada no relatório. Em um ano, o número de células com essas características cresceu de 173 para 309.

No entanto, o maior aumento se deu entre os chamados grupos patriotas, que saltaram 244% desde que Obama tomou posse. Essas organizações acreditam que lhes cabe a tarefa de proteger a sociedade civil dos planos secretos do governo, e alimentam teorias conspiratórias a esse respeito.

Uma dessas teorias – que ganhou repercussão com o jornalista Glenn Beck, da Fox News – prega que o governo Obama estaria organizando campos de detenção secretos para eventualmente prender os cidadãos e impor uma “nova ordem mundial” de caráter totalitário. Uma outra preocupação dos grupos patriotas é a suposta ameaça dos mexicanos, que estariam organizando secretamente “la reconquista” dos territórios tomados na formação dos Estados Unidos.

Essas teorias conspiratórias seriam apenas histórias extravagantes se não fosse o elemento paramilitar desses grupos, as milícias armadas, cuja função seria “defender” os cidadãos do governo. Dos 512 grupos patriotas ativos, 127 são milícias, segundo o SPLC.

Site da "white boy society", exemplo de grupo nacionalista branco nos EUA, destaca suposta porcentagem de brancos no mundo. Grupo defende a tarefa de construir países "100% brancos"

Descontando a frustração no "outro"
Os organizadores do levantamento explicam que tais agrupamentos ganharam força com a frustração, amplamente difundida, “com as mudanças demográficas no país, o aumento da dívida pública, a problemática economia e a sequência de medidas promovidas pelo presidente Obama tachadas de ‘socialistas’ ou ‘fascistas’ por seus oponentes”.

Na prática, esses grupos são compostos de cidadãos brancos que reivindicam a herança do que eles classificam como valores tradicionais perdidos pela América e culpam o elemento “diferente” – negros, judeus, gays e os imigrantes – por todos os problemas que o país enfrenta.

O organizador da pesquisa, Mark Potok, apontou em entrevista coletiva veiculada pelo site do SPLC que, nesse contexto, a explosão de novos grupos extremistas durante o primeiro ano de governo Obama não é coincidência.

“O presidente é um homem negro”, destaca o pesquisador, lembrando que foram descobertos diversos planos para assassinar o líder político desde a noite em que foi nomeado como candidato do partido democrata, em 2008. “A maioria dos casos de terrorismo doméstico está vinculada com a figura de Obama.”

A crise econômica e a alteração do perfil demográfico dos Estados Unidos - que tem cada vez mais latinos em sua população - forneceram combustível para o preconceito e para as teorias conspiratórias dessas alas de ultradireita.

“[Os grupos de ultradireita] não são o fim da nossa democracia, mas essa é uma coisa que deve ser levada a sério, é um movimento que deve ser considerado”, conclui o pesquisador.

Análise do SPLC identifica 12 grandes agrupações de ódio direitistas

Antigays | São grupos que se opõem a direitos iguais para homossexuais; ganharam mais poder nas últimas três décadas.



Anti-imigrantes | Os xenófobos estão entre os grupos de direita mais violentos dos EUA; proliferaram na década de 1990.



Catolicismo tradicional radical | Talvez o maior grupo antisemita norte-americano; é rejeitado pelo Vaticano.



Identidade Cristã | Teologia racista e antisemita; ganhou influência na década de 1980.




Ku Klux Klan | Com uma longa história de violência, é o mais famoso – e mais velho – grupo extremista norte-americano. Embora os negros sejam seu alvo principal, também ataca judeus, imigrantes, gays e, até recentemente, católicos.



Nacionalistas brancos | Alegam a inferioridade dos grupos não-brancos. Outros grupos extremistas, como skinheads, racistas e neonazistas, compartilham dessa ideologia.



Negação do Holocausto | Negam ou minimizam a importância do genocídio metódico de judeus realizado pelos nazistas. Frequentemente se amparam em linguagem pseudoacadêmica e preferem a denominação “revisionistas históricos”.



Neoconfederados | Termo usado para descrever revisionistas partidários da Confederação. Dizem perseguir sentimento cristão e vínculo com a terra natal que a América teria perdido.



Neonazistas | Grupos inspirados na ideologia nazista alemã. Acreditam que os problemas da nação se devem ao controle dos judeus sobre o governo, as instituições financeiras e a mídia.



Músicos racistas | Grupos musicais de vários gêneros que gravam e distribuem canções que pregam a supremacia branca.



Separatistas negros | Defendem instituições – e até mesmo países – separados para brancos e negros. Muitas formas de separatismo negro se vincula com ideais antibrancos e antijudeus.



Skinheads racistas | Elemento particularmente violento do movimento supremacista branco, frequentemente chamados de “a tropa de choque” da esperada revolução.



Fonte: Southern Poverty Law Center. Cada logotipo representa um grupo particular dentro das categorias gerais

Thiago Chaves-Scarelli
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Fonte: UOL Notícias
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2010/03/20/grupos-de-extrema-direita-retomam-forca-nos-eua-durante-governo-obama.jhtm

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Polícia teria descoberto complô para sabotar Copa

Grupo de extrema direita estaria enviando e-mails incitando o boicote ao Mundial por uma suposta 'guerra contra os brancos'

A Polícia sul-africana investiu esta semana contra uma organização de ideologia política de extrema direita, conhecida como The Suidlanders, que planejaria sabotar a Copa do Mundo, informou hoje o diário "Tribune".

Foto: Reprodução
Eugene Terreblanche, líder da extrema direita, foi assassinado

As batidas aconteceram em Pretória e Mpumalanga e chegam pouco depois das tensões raciais vividas nas últimas semanas pela África do Sul em virtude do assassinato de Eugene Terreblanche, líder radical, por dois jovens negros.

A investigação da Polícia está relacionada com uma série de e-mails enviados ao exterior incitando o boicote ao Mundial. As mensagens partiram do site boycott-2010-world-cup.co.nr.

O e-mail enviado se refere a uma suposta guerra contra os sul-africanos brancos e instiga os estrangeiros a se manter longe do país durante o Mundial, assegurando que há uma guerra civil.

Segundo fontes consultadas pelo diário, os planos da organização de sabotar o Mundial devem ser levados muito a sério.

O número de filiados ao Suidlanders disparou desde o assassinato de Terreblance e suas estruturas clandestinas já começaram a se mobilizar.

Segundo o jornal, que cita fontes de dentro do Suidlanders, a organização contratou antigos membros das forças especiais e está fazendo estoque de armas e munição, além de apostar em ações que levem à desestabilização social e que fomentem a xenofobia em bairros negros do país.

Embora o porta-voz da Polícia Vish Naidoo tenha rejeitado fazer comentários sobre o assunto, voltou a frisar que as forças de segurança sul-africanas estão perfeitamente preparadas para lidar com qualquer eventualidade que possa surgir durante o Mundial.

Fonte: EFE
http://copa2010.ig.com.br/africa+do+sul+descobre+complo+para+sabotar+a+copa/n1237584760622.html

sábado, 17 de abril de 2010

Neonazis alemães cometeram 20.000 crimes em 2009

Berlim: Membros da extrema-direita alemã cometeram certa de 20.000 crimes políticos em 2009, é que declarou ontem o Secretário do Interior Thomas De Maizire.

Esta é a maior estimativa desde 2001, quando De Maizi começou a manter os registros dos crimes políticos.

De acordo com o deputado do partido Die Linke (de esquerda), as estimativas demonstram que as campanhas do governo para combater a extrema-direita fracassaram.

O parlamentar também criticou De Maizi por comparar grupos neonazis com organizações de extrema-esquerda. O governo da democrata-cristã Angela Merkel criticou iniciativas antifascistas muitas vezes, mas agora precisamos de uma ampla aliança contra os fascistas, disse Jelpke à mídia.

De acordo com Jelpke, criticismos contra aquelas demonstrações apenas aumentaram os alegados crimes políticos cometidos por ativistas de extrema-esquerda.

Fonte: Zee News, Índia/24 de março, 2010
"German Neo-Nazis: 20000 Crimes in 2009"
Link original: Prensa Latina
Tradução: Roberto Lucena
Observação: texto da matéria em português não encontrado, tirando o título, a matéria em português está fora do ar.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Rússia proíbe livro de Hitler para combater extremismo

MOSCOU (Reuters) - Promotores russos proibiram nesta sexta-feira o livro semi-autobiográfico de Adolf Hitler "Mein Kampf" (Minha Luta), de 1925, em uma tentativa de combater a crescente fascinação por políticas de extrema direita.

(Imagem) Uma anotação de 1924 com uma foto de Hitler é exibida em Paris (reuters_tickers)

Banido na Alemanha desde a 2a Guerra Mundial, o livro delineia a visão de Hitler de supremacia racial. Apesar de incluir trechos anti-semitas e anti-russos, o livro tem sido promovido por alguns grupos russos de extrema direita.

O livro tem uma "perspectiva militar que justifica a discriminação e a destruição de raças não-arianas e reflete ideias que, quando implementadas, deram início à 2a Guerra Mundial", disse em comunicado promotoria-geral russa.

"Até agora, o 'Mein Kampf' não era reconhecido como extremista", disse o comunicado, anunciando a proibição do livro e sua inclusão numa lista federal de materiais extremistas. O livro estava disponível nas lojas e online, segundo o comunicado.

Extremistas russos atacaram trabalhadores imigrantes de nações pobres da Ásia Central e do Cáucaso que vão à Rússia e frequentemente buscam empregos subalternos e vivem em condições precárias, assim como estudantes africanos e asiáticos e russos sem aparência eslava.

Ao menos 60 pessoas morreram e 306 ficaram feridas em ataques racistas na Rússia no ano passado, de acordo com a Sova, organização não-governamental em Moscou que rastreia violência racista.

A proibição foi instaurada depois que um departamento regional da promotoria buscou novas formas de combater o extremismo e descobriu que o livro estava sendo distribuído na região de Ufa.

Hitler ditou o livro para seu assistente Rudolf Hess enquanto estava em uma prisão na Baviera depois da frustrada tentativa de golpe conhecida como o "Putsch de Munique" em 1923. O livro explica sua doutrina de supremacia racial alemã e suas ambições de anexar áreas gigantescas da União Soviética.

Na Alemanha, é ilegal distribuir o livro exceto em circunstâncias especiais, como para pesquisa acadêmica. Mas o livro está disponível em outros lugares, como a livraria online amazon.co.uk.

Mas a proibição fará pouco para restringir material que promove o nazismo na Rússia, disse Galina Kozhevnikova, do Sova.

"Eu tenho a sensação de que pessoas precisavam divulgar que estavam combatendo o extremismo", disse ela sobre a proibição do livro. "Ainda estará disponível na Internet, é impossível impedir que seja distribuído", disse ela.

(Reportagem de Conor Sweeney)

Fonte: Reuters/Swissinfo
http://www.swissinfo.ch/por/internacional/Russia_proibe_livro_de_Hitler_para_combater_extremismo.html?cid=8564116

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Assassinato de líder da extrema-direita reaviva tensões raciais na África do Sul

VENTERSDORP (AFP) - O assassinato no sábado do líder de ultradireita sul-africano Eugene Terre'Blanche, que dedicou a vida à defesa da supremacia dos brancos e à manutenção do apartheid, provocou a fúria de seu movimento, decidido a vingar a morte, ao mesmo tempo que o presidente Jacob Zuma pediu calma.

O Movimento de Resistência Afrikaner (AWB), grupo criado por Terreblanche que se opôs com violência à transição pós-apartheid, no começo dos anos 1990, se reunirá em 1º de maio para decidir como responder à morte do líder, que segundo a polícia teria sido assassinado por dois empregados de uma fazenda por uma discussão pela falta de pagamento dos salários.

"Decidiremos as ações para vingar a morte de Terre'Blanche. Vamos agir, e nossas ações específicas serão decididas na conferência de 1º de maio", declarou à AFP o secretário-geral do AWB, André Visagie.

"Ele foi morto a golpes de facões e com tubos de encanamento. Ele foi agredido até a morte", destacou, acrescentando que pediu aos membros do movimento, que pedem vingança, para que "fiquem calmos".

O medo e o ódio eram palpáveis em Ventersdorp (noroeste), povoado de origem de Terre'Blanche e ex-bastião do AWB.

Em frente à fazenda do ex-líder de extrema-direita, onde seu corpo foi encontrado no sábado, dezenas de seus partidários se reuniram.

"Eles (os negros, ndr) matam nossos fazendeiros", declarou um deles, que pediu para ter sua identidade preservada por medo de "represálias".

"Matar um idoso assim, enquanto dormia, não há do que se orgulhar", acrescentou. Terre'Blanche tinha 69 anos.

O assassinato reaviva as tensões raciais em um país onde a cor da pele continua sendo um fator de divisão, 16 anos depois do fim oficial do regime do apartheid.

Consciente do que o caso pode provocar, o presidente Zuma pediu calma e que "os sul-africanos não permitam aos agentes provocadores se aproveitar da situação para incitar, ou para alimentar, o ódio racial".

Ao fim do dia deste domingo, Zuma fez um novo apelo à "unidade" política e à "responsabilidade" dos dirigentes políticos do país em suas declarações.

Pedidos semelhantes foram feitos pelo ministro da Polícia, Nathi Mthethwa, e pelo comissário nacional, Bheki Cele, que receberam neste domingo familiares da vítima, segundo a agência de notícias SAPA.

Enquanto isso, o Congresso Nacional Africano (ANC, no poder) informou, por sua vez, que nada pode justificar o homicídio de Terre'Blanche.

"Lançamos um apelo a todos os sul-africanos para que se abstenham de qualquer especulação, os autores (do crime) se entregaram às autoridades a cargo de aplicar a lei", informou o ANC em um comunicado.

Eugene Terre'Blanche, 69 anos, dedicou a vida a defender a superioridade dos brancos. À frente de milícias paramilitares e com um emblema parecido com a suástica nazista, foi contrário ao fim do apartheid no início dos anos 1990.

Ele foi preso em 2001 pela tentativa de assassinato de um guarda negro e deixou a penitenciária em 2004 por bom comportamento. Depois disso caiu em relativo esquecimento.

O corpo do extremista foi encontrado no sábado em sua fazenda de Ventersdorp, na Província do Noroeste. A polícia prendeu dois trabalhadores agrícolas, de 15 e 21 anos, que haviam discutido com Terre'Blanche por um problema salarial.

Os dois, que acusam o chefe de ter se recusado a pagar o salário mensal de 300 rands (40 dólares, 70 reais) e de ter agredido física e verbalmente os dois, serão levados a um tribunal na terça-feira.

Apesar da motivação não parecer política, o AWB vinculou o assassinato de seu líder à recente polêmica sobre uma canção que pede a "morte dos boers" (fazendeiros brancos). A música se tornou famosa entre o movimento jovem do Congresso Nacional Africano (ANC), o partido que governa o país.

Dois tribunais proibiram a canção que, segundo a oposição e várias associações, estimula a violência racial. Mas o ANC defendeu a música em nome da memória da luta contra o apartheid.

Fonte: AFP
http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/afsul_pol__tica_homic__dio

domingo, 4 de abril de 2010

Adina Blady Szwajger no Gueto de Varsóvia

Adina Blady Szwajger era uma pediatra no Gueto de Varsóvia. Quando a grande ação para deportação em julho de 1942 chegou ao seu hospital, ela deu aos seus jovens pacientes doses fatais de morfina. Em suas memórias, publicadas em 1988, ela revelou que:
"Eu despejei este último remédio dentro daquelas pequenas bocas. . . . e embaixo do prédio havia muita gritaria porque os . . . alemães já estavam lá, levando os doentes das enfermarias para os caminhões de gado."
Negacionistas podem querer refletir no porquê dela ter confessado este ato, dado que ela simplesmente poderia ter afirmado que os alemães assassinaram as crianças. Eles também podem querer considerar o contexto no qual ela agiu em 1942. Mas por que ela tinha tanta certeza de que essas crianças iriam sofrer mortes terríveis durante a deportação? A resposta se encontra naqueles eventos que ela já havia presenciado: um hospital contendo muitos cadáveres, atestando o fato de que os judeus já haviam sido mortos alvejados ou por fome. A resposta se encontra também na certeza de que seria improvável seus pacientes sobreviverem a uma longa viagem num caminhão de gado, e que o 'reassentamento' daqueles pacientes naquele contexto significaria apenas morte.

Fonte: Holocaust Controversies
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2010/03/adina-blady-szwajger-in-warsaw-ghetto.html
Texto: Jonathan Harrison
Tradução: Roberto Lucena

sábado, 3 de abril de 2010

Perseguição nazi e assassínio em massa de judeus e não-judeus

Num recente livro, referente ao assunto em questão, do historiador alemão Dr. Dieter Pohl (Verfolgung und Massenmord in der NS-Zeit 1933-1945, 2ª edição 2008, Wissenschaftliche Buchgesellschaft Darmstadt), ele reserva especial menção, bem como um compreensivo e ainda sucinto panorama, à criminalidade estatal nazista entre 1933 e 1945.

Em apenas 153 páginas de texto, Pohl consegue apresentar o conhecimento básico e essencial a respeito do fundo ideológico, das organizações envolvidas e dos vários aspectos da perseguição e assassinato em massa feitos pelo estado nazista durante os doze anos de sua existência – assassinato de pessoas deficientes, crimes de guerra contra soviéticos e outros prisioneiros de guerra, crimes de ocupação incluindo o assassínio sistemático de intelectuais poloneses e comunistas soviéticos, trabalho forçado e políticas de exploração que levaram à extensa morte por fome especialmente nos territórios ocupados soviéticos, o genocídio dos ciganos e judeus da Europa, crimes cometidos na luta contra movimentos de resistência, mais notadamente na União Soviética, Polônia e Iugoslávia, campos e prisões para civis e crimes cometidos durante a fase final do governo Nacional-socialista. Uma biografia selecionada guia o leitor para mais trabalhos detalhados sobre o objeto de estudo em questão.

A seção dedicada ao genocídio dos judeus é necessariamente o maior capítulo individual no livro, mas isso ocupa apenas um terço do livro, entretanto o que faz o trabalho de Pohl uma importante contribuição é a correção de algo amplamente sustentado além da noção errônea de que a criminalidade nazista era essencialmente direcionada contra os judeus. O genocídio dos judeus foi o maior de todos os crimes nazistas mas apenas um de seus crimes, e isto representa menos que a metade do número total de pessoas assassinadas pelos nazistas. Sobre a página 153 Pohl escreve o seguinte (minha tradução):
Não existem ainda estatísticas válidas sobre o número total de vítimas do Nacional-socialismo, e especialmente para a Polônia, Iugoslávia e os territórios soviéticos ocupados onde muitos dados exatos ainda são ausentes. De acordo com o grau atual de conhecimento alguém pode afirmar que entre 5.6 e 5.7 milhões de pessoas perderam suas vidas por conta de sua origem judia, além de pelo menos 100,000 Sinti e Roma. Cerca de 3 milhões de habitantes da União Soviética que se tornaram prisioneiros de guerra morreram, a maioria de fome, mas pelo menos uns 150,000 deles foram mortos por assassinatos a bala. Especialmente alto foi o número de vidas da população do leste europeu que pereceu nos campos, em "operações de pilhagem" e em outros assassinatos. Respectivamente muito acima de um milhão de civis morreram na Polônia e nos territórios soviéticos ocupados em assassínios em massa, várias centenas de milhares na Iugoslávia, em cada caso sem contar as vítimas judaicas. Largamente desconhecido é o número de vítimas da política seletiva de fome no leste, presumidamente muito acima de um milhão de civis tiveram que pagar com suas vidas. Apesar de que estabelecer um número total ainda requeira mais cálculos trabalhosos, a ordem de grandeza das pessoas assassinadas sob administração alemã deve girar em torno de 12 a 14 milhões. A maioria delas morreu entre metade de 1941 e metade de 1945, i.e.(isto é) num curso de menos de quatro anos.
No meu blog no texto 5 milhões de vítimas não-judias? (2ª parte)* eu cheguei a uma soma total de ca. 12.5 – 13.3 milhões de vítimas da violência criminosa nazista, incluindo as vítimas do cerco de Leningrado, que não foram incluídas na estimativa de Pohl e que fica entre 12 a 14 milhões de pessoas assassinadas pelos nazis. Pohl considera isso discutível, se certas medidas militares que conduziram à mortalidade em massa de civis devem ser consideradas crimes ou se estavam previstas na lei internacional ou se era habitual naquele tempo.

De acordo com Pohl, isto se aplica sempre ao caso extremo como o cerco de Leningrado, que significou destruir a cidade e assassinar tantos quantos habitantes fosse possível bem como trazer a rendição e a ocupação da cidade – como Pohl menciona na página 37, Hitler imediatamente depois do começo da campanha contra a União Soviética tinha dado instruções de não ocupar metrópoles soviéticas a não ser cercá-las e "levá-las ao chão".

Entretanto eu discordo desta assertiva de Pohl – como o colega de Pohl, Jörg Ganzenmüller – que considera o cerco de Leningrado como um empreendimento genocida bem além de uma operação militar, eu recomendo o livro de Pohl para que as pessoas conheçam um panorama do que a Alemanha nazista e sua políticas criminosas eram were all about.

Infelizmente até o momento o livro só está disponível em alemão. Qualquer esforço de trazer praqui informações do livro para uma alcance maior de leitores anglófonos tem meu apoio.

Fonte: Holocaust Controversies
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2009/10/nazi-persecution-and-mass-murder-of.html
Texto: Roberto Muehlenkamp
Título original: Nazi persecution and mass murder of Jews and non-Jews
Tradução: Roberto Lucena

*O link foi direcionado à tradução publicada neste blog, o original em inglês se encontra no blog Holocaust Controversies, link:
5 million non-Jewish victims? (Part 2)

Neonazista admite ter planejado assassinato de Obama em 2008

Pena de Daniel Cowart pode chegar a 75 anos; mais de 100 negros estavam na lista do americano

WASHINGTON - Um americano neonazista do Tennessee acusado de planejar o assassinato de vários negros americanos em 2008, inclusive o do então candidato à presidência Barack Obama, admitiu na noite da segunda-feira, 29, sua culpa ante os oito processos enfrenta por ligação com os crimes, informou o Departamento de Justiça dos EUA, segundo a o canal CNN.

Arquivo/Associated PressFoto do acervo pessoal de Cowart; ele carrega suástica tatuada no braço direito.

Daniel Cowart, de 21 anos, admitiu conspirar com Paul Schlesselman, do Arkansas, em um plano para matar mais de 100 negros. Ambos se descrevem como neonazistas e foram presos em 2008 depois de uma tentativa de roubo frustrada em Jackson, cidade do Tennessee.

Cowart se declarou culpado por ameaçar de morte e de tentar causar danos corporais a um candidato presidencial, conspiração, depredação de propriedade religiosa e por cometer vários outros crimes relacionados ao uso e porte de armas para fins criminosos.

O companheiro de Cowart, Schlesselman, havia admitido a culpa nos crimes em janeiro. Ele será julgado em 15 de abril e pode pegar até 10 anos de prisão. Já a pena de Cowart, segundo o Departamento de Justiça, pode chegar a até 75 anos.

Fonte: Estadão
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,neonazista-admite-ter-planejado-assassinato-de-obama-em-2008,531281,0.htm

Matéria de 27 de outubro de 2008:
Abortado plano neonazi para matar Barack Obama e realizar massacre no Tennessee

Matéria de 19 de abril de 2009:
Movimento de extrema-direita pode estar crescendo nos EUA

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